Thursday, August 31, 2006

 
ENTREVISTANDO

NOTICIDADE entrevista o senhor Luís Carlos da Silva. Ele vem de uma família de seis filhos. É natural e residente em Belo Horizonte. Hoje proprietário da Pousada da Água Quente em Felício dos Santos.

NOTICIDADE: Como você conheceu Felício dos Santos?

LUÍS CARLOS: Sempre tive vontade de construir uma pousada. Andando por alguns estados brasileiros observava cada lugar. Certa vez, encontrei no jornal o anúncio e vim até Felício dos Santos conhecer o lugar. Julguei ideal para a construção de uma pousada.

NOTICIDADE: Quanto foi o seu investimento aqui nesta pousada?

LUÍS CARLOS: O investimento total gira em torno de um milhão de reais.

NOTICIDADE: Você acredita em retorno desse grande investimento?

LUÍS CARLOS: Tenho plena convicção que sim. Hoje todo o Brasil investe no turismo. E o turismo rural vem ganhando destaque. Não existe um lugar melhor que esse para se desenvolver, inclusive porque aqui existem outros pontos turísticos a serem explorados.

NOTICIDADE: O seu ramo de negócios sempre foi o turismo?

LUÍS CARLOS: Não. Desde criança trabalhei para ajudar meus pais. Vendi balas na rua, limpei catacumbas no cemitério, trabalhei como office-boy, depois montei minha empresa. Hoje trabalho no mercado de capitais em Belo Horizonte e pretendo fixar-me aqui na Água Quente quando estiver funcionando normalmente. Até mesmo para sair dessa vida estressante que é a cidade grande.

NOTICIDADE: Qual sua previsão para inauguração da pousada?

LUÍS CARLOS: É muito difícil saber com exatidão. Às vezes, fatores externos modificam os planos. Por exemplo o efeito da globalização. Com o ataque aos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001, alguns investidores da bolsa de valores, verificando a fragilidade até mesmo de um país que parecia imune aos problemas, refugiaram para outros mercados. Com isso, caíram os negócios e eu tive que diminuir o ritmo dos trabalhos.

NOTICIDADE: Como será para o povo de Felício dos Santos quando não mais puder usar a Água Quente como área de lazer já que a maioria não terá condições de pagar pelos serviços prestados?

LUÍS CARLOS: O que se deve levar em conta são os benefícios que trarão ao município. Sabemos que em torno da Água Quente surgirão vários outros empreendimentos com novas oportunidades de trabalho para a comunidade.

NOTICIDADE: Para se fazer um empreendimento dessa envergadura, a degradação da natureza é evidente. Como você enfrenta esse problema?

LUÍS CARLOS: Desde quando entrei aqui já tinha comigo a idéia de alterar o mínimo possível. O valor da pousada está também na preservação. Por isso gastei um ano na fundação dos prédios, serviço que, com trator, seria feito em uns dois meses, porém degradaria o solo muito mais. Assim, além de cuidar do meio-ambiente, estamos valorizando o lado social, pois todo o trabalho é feito com o pessoal do lugar.

NOTICIDADE: O que você acha do pessoal de Felício dos Santos?

LUÍS CARLOS: As pessoas daqui demonstram certas qualidades que não se vêem em outras partes. A hospitalidade, humildade e simplicidade desse povo é invejável. Também pode-se notar inteligência e criatividade. Por isso trabalho aqui há sete anos e não preciso trazer ninguém de fora. Eles aprendem tudo com facilidade.


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DECISÃO MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

Direção: Coraci de Sales

cimento, cerâmica, ardósia, material hidráulico e elétrico, para banheiro, caixa d’água, telhas coloniais e amianto, tábua para forma, eucatex, compensado, portas e janelas de ferro e de madeira, tinta, marco, gabinete para cozinha e lavatório, padrão de luz e todo material para construção.
Rua Feliciano Canuto, 100 - Fone: (38) 3523 1060




INTELIGILDO PELA RUA

Certa vez, Inteligildo caminhava pela rua a verificar as atitudes das pessoas.
Encontrou Lixonilda. Ela comia salgadinhos, frutas e outras coisas. As cascas e papéis eram jogados em plena rua.
Inteligildo aproximou mansamente:
– Por que você não usou a lixeira para jogar o papel?
– Eu nem sei onde há lixeira por aqui e, além disso, todos fazem assim. Olha como a rua está suja de papel, plástico, cascas, latas...
– Todos fazem, mas se você começar com o exemplo, muitos seguirão e assim a cidade ficará sempre limpa e mais agradável.
– Mas nem sempre se encontra uma lixeira por perto!
– Quando não encontrar, coloque o lixo na bolsa ou até mesmo no bolso e jogue na primeira que aparecer.
Ela ficou um pouco vermelha. Não prometeu nada, mas sua cor demonstrou reconhecimento do erro. Já é um começo.
Continuando a caminhada Inteligildo chegou numa pracinha. Ali bebiam, jogavam, conversavam. Aproximou-se um carro barulhento e dele desceu Imbecildo. Ele abriu as quatro portas e o porta-malas do carro. Impossível ouvir a música daquele som ensurdecedor. Atrapalhou o jogo, a conversa e a tranqüilidade de todos.
Em sua calma de sempre, Inteligildo se aproximou do dono da rua:
– Você já perguntou se todos gostam desse tipo de música? Se querem ouvir nessa altura?
– Não. Não perguntei pra ninguém.
– Não me leve a mal, mas como você demonstrou educação ao ouvir-me, vou falar um pouco mais. Além de uma falta de educação muito grande, você está demonstrando um atraso inaceitável. Deve-se pensar sempre no bem comum. Se você quer um som alto e “agradável” assim, pergunte a todos que estão ouvindo e os que chegarem se está agradando. Caso contrário, vá para um lugar deserto e ouça à vontade.
Ele desligou o som e partiu. Não sei para onde.
Logo à frente Inteligildo viu Destruinildo quebrando uma lâmpada .
– Por que está fazendo isso? Você não sabe que a lâmpada do poste é um bem público?
– Bem público? Que isso?
– Pagamos impostos em tudo que compramos e esse dinheiro vai para os órgãos públicos(Prefeitura, Estado, Nação) e volta em forma de educação, saúde, estradas e outros benefícios. Por isso, ao quebrar-se uma lâmpada, um banco da praça, uma carteira da escola ou qualquer outro bem público, destrói-se a si mesmo. Essas coisas não são do prefeito, do vereador nem do diretor. Tudo é do povo, portanto devem-se conservá-los.
O malfeitor ouviu tudo calado e saiu desconfiado. Inteligildo continuou seu caminho .
Preste bem atenção nas pessoas pela rua. Veja se encontra Imbecildo, Lixonilda ou Inteligildo a caminhar por aí.




FOTO 03


ÁGUA NO COTÓ

Depois de muita luta e dificuldades diversas, enfim, foi instalada a rede de água na Comunidade do Cotó, a 18 quilômetros da sede.
Há mais de 15 anos a população vinha sofrendo e lutando para conseguir o mínimo necessário, ou seja, ver chegar às suas caixas o precioso líquido. A luta foi intensa.
Em 1.989 surge a esperança. Os moradores viam entusiasmados a chegada de alguns canos para a realização do sonho. Estaria, portanto, o problema solucionado.
O tempo foi passando e o restante dos canos não aparecia. Foram muitas e muitas reuniões, projetos e mais projetos enchiam folhas e mais folhas. Contudo, água somente nas bicas de acesso quase impossível.
Vez por outra, alguém buscava ali um cano “emprestado”. Foram buscando... buscando... Quase todos evaporaram.
Em 2002, Quando alguns já nem mais acreditavam, Prefeitura e Federação das Associações Comunitárias resolveram eliminar o problema definitivamente. As duas entidades se uniram, adquiriram canos e demais materiais necessários à obra. Construíram uma caixa d’água com capacidade para 20.000 litros e, com ajuda da Frente de Trabalho, fizeram uma rede adutora de mais de 3 quilômetros, além da rede de distribuição para beneficiar muitas famílias.
A população sentiu-se aliviada e totalmente satisfeita. Até falaram em batizar naquelas águas alguns participantes daquele empreendimento. Se batizaram não se sabe. Mas que a água jorra limpa e abundante é um fato incontestável.




PERGUNTAS DO POVO

Noticidade faz perguntas para o vereador e presidente da Câmara Municipal, Luís Lopes Nascimento. Nascido em Felício dos Santos, Luís é casado, tem dois filhos e sempre residiu no município.

POVO: É verdade que vai ser cobrada uma taxa de iluminação pública?

LUÍS: Não é taxa. Será cobrada uma.................... apenas do pessoal com consumo superior a 30 quilowatts mensais. Quem gasta menos de 30 kwh está isento dessa contribuição.

POVO: Por que será cobrada essa contribuição agora?

LUÍS: Há muitos anos a Prefeitura vem pagando pela iluminação nas ruas e, no ano passado, a Câmara dos Deputados, em Brasília, aprovou o projeto liberando essa cobrança. A Câmara Municipal veio apenas legalizar tal cobrança para que a Prefeitura aja dentro da lei.

POVO: Para onde irá o dinheiro arrecadado com essa cobrança?

LUÍS: O dinheiro irá para a CEMIG normalmente e a Prefeitura investirá em rede de iluminação do município o dinheiro que gastava com a iluminação das ruas, algo em torno de R$ 18.000,00 anuais.

POVO: Fala-se sobre a estruturação da Câmara. O que realmente é isso?

LUÍS: Isso significa basicamente a independência do Poder Legislativo. A Câmara passou a receber um valor fixo de 8% da receita municipal. Gira hoje em torno de R$ 12.000,00. Essa verba é utilizada para pagamento dos vereadores e funcionários da Câmara, além de outras despesas.

POVO: Você não acha que esse dinheiro é muito para um órgão que não tem tantos gastos?

LUÍS: Acredito ser uma quantia razoável até porque, caso haja qualquer sobra, a Câmara é obrigada a devolver o restante para a Prefeitura no final de cada ano. E também porque há o Tribunal de Contas que fiscaliza todos os gastos.

POVO: Durante o seu mandato como Presidente da Câmara já houve alguma devolução?

LUÍS: Não. A independência aconteceu a partir de 1.999, no pleito do Presidente Ronaldo Marconi da Silva. O dinheiro que sobrou, até agora, foi empregado na construção do prédio da Câmara junto com a Agência do Banco Postal.

POVO: Esse prédio foi construído pela Câmara ou pela Prefeitura?

LUÍS: Foi uma parceria entre os dois órgãos. A Prefeitura entrou com a mão-de-obra e as demais despesas ficaram por conta da Câmara.

POVO: Que dinheiro foi utilizado nessa construção?

LUÍS: Foram suspensos alguns gastos como: diárias de vereador, gastos abusivos em viagens e 65% da verba do Presidente, a partir de 2001. Além disso, recebi do Presidente anterior, Ronaldo Marconi da Silva, 100 sacos de cimento e 128 m2 de laje. Também ele já havia comprado o terreno para a construção.


POVO: Quem é o proprietário do prédio? Câmara ou Prefeitura?

LUÍS: Ao construirmos não pensamos nesses detalhes. Sabemos que a Prefeitura será sempre a controladora dos bens públicos municipais, porém acreditamos que o importante é saber que hoje ele é um bem público municipal.

POVO: Por que você continua como Presidente da Câmara já que seu mandato terminou em 2002?

LUÍS: Em cada dois anos há eleição para troca dos membros da mesa. Dessa vez não foi diferente só que, no dia marcado, ninguém manifestou interesse pelos cargos. Nesse caso, todos os membros foram reconduzidos aos cargos através de votação unânime do plenário, ficando assim a formação da mesa: Presidente: Luís Lopes Nascimento, vice: Hélio Celestino Rodrigues, Secretário: Olegário Sabino Lopes e Tesoureiro: José Lopes Pinto.



POUSADA POLYMAR

Em Felício dos Santos você já pode descansar numa pousada com o conforto que você merece em apartamentos com TV a cores e a tranqüilidade do interior de Minas Gerais.
Funcionamento 24 horas para receber você.
Rua Feliciano Canuto, 40 – Fone (38) 3523 1160



SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS DE FELÍCIO DOS SANTOS

Já se encontram no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Felício dos Santos os valores da Contribuição Sindical de 2003. R$ 11,00 para quem pagar até o 29 de abril de 2003. Após essa data e até dezembro de 2003, o valor é de R$ 12,10.
É importante que trabalhadoras e trabalhadores rurais se preocupem com sua regularização para que esteja em dia com o Sindicato. Assim poderá usufruir de todos os benefícios de sindicalizado além de não ter problema no momento da aposentadoria.
Também o STR informa que as mães trabalhadoras rurais com direito ao salário maternidade devem procurar o STR para que seja dado andamento no processo. Para isso, é necessário que elas estejam em dia com as obrigações sociais.
Informamos ainda que os trabalhadores e trabalhadoras rurais que estão próximos de completar idade para aposentar e que estão em débito com o STR devem procurar a diretoria para quitar seus débitos.

Outras informações poderão ser obtidas na sede do Sindicato.







FOTO 10 ( apenas a cabeça do cavalo)

CLUBE DOS CAVALEIROS DO VALE ENCANTADO
FELÍCIO DOS SANTOS – MG
Faça parte desse clube. Procure Wallace Canuto - Fone: 3523 1321




INFORMATIVO TÉCNICO DA EMATER/MG – Nº II

Vacinação contra a doença de Newcastle

· Nome comum da doença: Peste Aviária
· Época de vacinação: Vacinar todas as aves da criação no intervalo de 90 a 90 dias. Assim procedendo, o plantel receberá 4 vacinações por ano.
· Modo de preparo: As vacinas devem ser mantidas em geladeira até serem usadas. Ao vacinar, junta-se o diluente ao pó vacinal. Agita-se até a dissolução completa e, em Seguida, procede-se a vacinação.
· Modo de aplicação: Utilizando a tampa conta-gotas que acompanha o frasco, pingar uma gota da vacina preparada no olho ou na narina de cada ave.
· Recomendações: Após a vacinação, as sobras devem ser destruídas, queimadas preferencialmente. Não devem ser usadas vacinas vencidas.
Maiores informações: EMATER / FELÍCIO DOS SANTOS
No próximo número: Mastite Bovina ( Inflamação no úbere que causa perda da teta da vaca)




DIA DA GRATIDÃO

A 3ª Festa para homenagear os idosos de Felício dos Santos já está marcada para o dia 6 de julho de 2003.
Você não pode deixar de participar.




LOJA CORACI DE SALES
Tecidos e confecções, artigos para presentes em geral
Praça Sagrado Coração, Nº 79 - Ao lado do correio - Fone (38) 3523 1296




VIGILÂNCIA SANITÁRIA

Foi criada em Felício dos Santos, através do Decreto-lei número 12, do dia 30 de setembro de 2002 a Vigilância Sanitária Municipal.
Esse órgão tem como finalidades principais prevenir os riscos à saúde e intervir nos problemas sanitários.
Dentre outros assuntos, a Vigilância Sanitária observará:
§ Chiqueiros, açougues e demais estabelecimentos que podem prejudicar a população.
§ Armazenamento e condições higiênicas dos produtos em bares, mercearias e comércio em geral.
§ Lixo e outros fatores de risco nos quintais e nas ruas.

Os infratores estarão sujeitos a advertência, multa e até mesmo interdição do estabelecimento.

Denúncias e reclamações poderão ser encaminhadas à Secretaria de Saúde Municipal ou entregues ao responsável pela vigilância: Armando Carvalho Soares.
Informamos ainda que está sendo elaborado o Código Municipal de Vigilância Sanitária. Você pode e deve participar dando sugestões.

“Lembre-se que o maior fiscal do produto será sempre o consumidor.”


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UM EXEMPLO DE VIDA

O senhor José Fernandes de Aguiar, conhecido como Zé de Figênia, 69 anos, cultiva um pomar, no mínimo, diferente.
Nascido e criado em Felício dos Santos, tentou a vida até mesmo fora do estado. Trabalhou em Santos, Maringá e outras localidades, porém voltou para viver em sua terrinha.
Há muito tempo faz garrafadas para cura de doenças diversas. Às vezes milagrosas. Para reumatismo, por exemplo, diz-se que não há nada igual. Cultiva, em seu quintal, canguçu-branco, jalapa, velame, carapiá, cravo reumático e outras maravilhas para o preparo de suas garrafadas. Já que não pode ir ao campo...
Zé de Figênia fora pescador, caçador de veado, mocó, paca e muitos outros bichos. Atualmente nem consegue locomover-se normalmente. Acometido de uma enfermidade há muitos anos, tem dificuldade até mesmo de ficar em pé sozinho. Escora-se, em sua manguara, portanto. Já não pode mais pescar e, felizmente, hoje não ingere bebida alcoólica. Faz parte dos Alcoólicos Anônimos. Talvez o grande convívio dentro d’água em suas pescarias e o consumo excessivo de álcool do passado o tenha levado à doença.
Mesmo assim, por ser homem de fibra, um mateiro de verdade, desses que dificilmente se vê por aí, continua trabalhando mesmo Quando a maioria desiste por problemas muito menores. Sempre alegre e satisfeito, cuida de seu pomar com inigualável capricho. Possui laranja, manga, abacate, ameixa, maracujá e, contrariando muitas idéias, cultiva panã, mangaba e pequi em sua propriedade a um quilômetro do centro de Felício dos Santos.
Através de várias tentativas e muita paciência conseguiu, após um ano de germinação e oito anos de crescimento, pés-de-pequi carregados de muitos e deliciosos frutos. Os panãs dão um pouquinho mais rápido. Começam a produzir após cinco anos de plantio com apenas um problema. Às vezes os galhos não comportam o peso dos frutos.
Ele não tem pressa e nem preguiça. Já colhe muitos frutos e continua plantando e experimentado as propriedades da terra.
Hoje se fala em acabar com a fome. Aí está um exemplo. Há possibilidades. Muitas.

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